quarta-feira, 31 de julho de 2013

Liderança e competência: Elias e Seedorf conduzem times no clássico

Elias e Seedorf Flamengo x Botafogo (Foto: Fabio Castro / Ag. Estado)

O primeiro tempo do clássico foi do Botafogo. Mais organizado, impetuoso e criativo. O segundo do Flamengo. Disposto, insinuante, persistente. Saíram iguais do Maracanã. No empate por 1 a 1, neste domingo, pela nona rodada do Brasileirão, cada etapa teve seu protagonista. Seedorf, como de hábito, conduziu o Alvinegro. Enquanto Oswaldo de Oliveira comandava a equipe como um lorde à beira do campo, lá dentro o holandês gesticulava muito, distribuía orientações, elogiava e criticava os companheiros. O camisa 10 também jogou pela primeira vez no Maracanã. E muito. Dribles, passes precisos, visão de jogo apurada como sempre, uma bola na trave e assistência para o gol de Rafael Marques.
Elias não é cerebral e talentoso como Seedorf, mas se entrega e tem postura de um líder. Jogador mais constante do Rubro-Negro segundo o técnico Mano Menezes, mesmo quando não está num grande dia é útil ao time e consegue sobrar perto dos companheiros. E no clássico, Elias conseguiu ir além. Foi dele o gol de empate, aos 49 minutos do segundo tempo. Antes, porém, marcou outros dois que foram anulados pela arbitragem.  
A dupla teve números parecidos no confronto e cada um se destacou nas funções que desempenham. Seedorf finalizou mais, quatro vezes contra duas de Elias. O camisa 8 do Flamengo roubou mais bolas: quatro contra três do craque alvinegro. No primeiro tempo, Seedorf fez o Botafogo jogar. Com controle do time e do jogo, ditou o ritmo. Acelerou e diminuiu a organização das jogadas como quis. Nem pressa, nem lentidão. Com ele é sempre no tempo preciso. Os 37 anos e o prestígio mundial também dão ao holandês a experiência para tentar conduzir a arbitragem. Foram muitas as conversas ao pé do ouvido com o juiz Péricles Bassols Cortez. O técnico Mano Menezes chegou a chamá-lo de “palestrante” na entrevista coletiva após o clássico.
No segundo tempo, inversão de papéis. Seedorf não jogou mal, mas viu o Botafogo se encolher contra um Flamengo muito mais disposto e faminto por um gol. Elias apareceu mais. Não só pelos três gols, dois anulados e um validado, mas pela capacidade de deixar a tarefa de defender de lado para criar e concluir. Recompensado, caiu nos braços dos rubro-negros com seu primeiro gol no novo Maracanã e livrou o time da derrota. Coberto por afagos dos torcedores na comemoração, também foi celebrado por Mano Menezes.
- Elias está voltando a jogar comigo o que jogou no Corinthians em 2008 e 2009, quando trabalhamos juntos. É esse jogador, tem essa capacidade de defender e atacar, muito rápido, defende bem, se junta aos homens de frente. Hoje, nos brindou com algo que não é muito comum em sua carreira. Não estamos em condição de escolher. Pode ser com ele o gol.
Tem sido constante. Por isso que confio nesse tipo de jogador. Já trabalhei com ele, sei da capacidade. Precisa estar bem fisicamente como está para fazer essa função que exige muito do jogador. Quando se tem um jogador completo como ele, tem que aproveitar essa condição de diferenciação em relação aos outros.
O resultado considerado justo pelos treinadores e jogadores não foi lá muito bom para ninguém. O Flamengo continua em 15º, com dez pontos. O Botafogo, com 17, é o terceiro, e perdeu a chance de liderar o Brasileirão.
fonte: globoesporte.com

domingo, 28 de julho de 2013

Soberano, Cielo leva os 50m borboleta e conquista o bicampeonato mundial

Cesar Cielo ouro 50m borboleta Mundial (Foto: Satiro Sodre / SSPress)


Foram duas cirurgias, muitas críticas e dúvidas. Algumas que partiam dele mesmo. Mas, Cesar Cielo passou por cima de tudo e pode colocar em prática o que sonhou antes de cair na água em Barcelona para a final dos 50m borboleta: a comemoração. Cielo bateu no peito, agradeceu aos céus. Afinal de contas, o brasileiro agora é bicampeão mundial da prova. Em disputa equilibrada, "Cesão" marcou 23s01, abaixo do tempo conseguido nas semifinais, mas o suficiente para ficar à frente do americano Eugene Godsoe, com 23s05, e do terceiro colocado, o francês Frederick Bousquet, com o tempo de 23s11. Outro brasileiro na prova, Nicholas Santos, que foi para a final com o melhor tempo (22s81), ficou em quarto lugar, fora do pódio, com 23s21.

- Sinceramente, se o mundo acabasse hoje, eu estarei feliz. Se eu não nadasse mais, estaria feliz. Agora, eu vou me divertir. Quando era menino, eu não imaginava que fosse chegar aqui. Devo tudo a minha família, aos meus amigos. A gente imagina, coloca as coisas na cabeça. Antes da prova, brinquei, pensando em como celebrar, se ganhasse. Mas pensei, e se ficasse em quinto, sexto? A gente fica nervoso, ansioso, imagina o pior, o melhor, é um humano normal. É a minha décima medalha de mundial, a quinta vez que sou campeão mundial de longa - disse Cielo, emocionado.

Nicholas Santos, favorito para prova depois do melhor tempo nas semifinais, largou melhor, na frente. Entre ele e Cielo, em segundo, também estavam o francês Bousquet e o americano Eugene Godsoe. Na reta final da prova, Cielo disparou para o ouro e o bicampeonato. Deixou para trás os três rivais, e ainda viu, na raia ao lado, Nicholas diminuir o ritmo e ser atropelado pelos rivais, ficando fora do pódio.

Ao bater a mão na borda da piscina, já praticamente com a certeza do ouro, Cielo agradeceu aos céus. O caminho para o bicampeonato mundial nos 50m borboleta não foi fácil. Foram duas cirurgias, uma em cada joelho. Algumas críticas, e várias dúvidas sobre o seu desempenho nas próximas competições, muitas pelos resultados abaixo do esperado nas Olimpíadas de Londres, no ano passado, quando conquistou apenas o bronze nos 50m livre.
Mas o paulista, de 26 anos, e dono de um ouro olímpico nos 50m livres, em Pequim 2008, não desistiu. Em fevereiro, voltou a trabalhar com o seu antigo técnico, o australiano Brett Hawke. E o resultado veio agora, com mais um título mundial, repetindo o feito conseguido em Xangai, na China, em 2011, com o tempo de 23s10.
- Ainda não sei o gosto desse ouro. É díficil pensar agora. É muita coisa na cabeça. Muitos sentidos, emoções - finalizou Cielo, que agora chega mais leve para as eliminatórias dos 50m livre, sua prova forte e em busca do tricampeonato mundial, em disputa direta com o francês Florent Manaudou, que o bateu em Londres 2012.
Resultado
50m borboleta masculino
1º - Cesar Cielo (BRA) - 23s01
2º - Eugene Godsoe (EUA) - 23s05
3º - Frederick Bousquet (FRA) - 23s11


fonte: sportv.globo.com